segunda-feira, 18 de março de 2013
Segunda-feira
"Essa sensação de que o período de estagiária estava no fim deveu-se a algo diferente: admiti que ainda serei muitas, mas nunca serei todas e, principalmente, jamais serei outra que não eu."
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Azedei violentamente.
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos... ”
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...
Fernando Pessoa
Tem fases da nossa vida em que a gente precisa repensar ela própria. O significado da morte, das perdas, das relações que construímos.
Mais ainda que o significado, olhar com atenção para o
produto que foi gerado atráves dessas relações.
Enquanto uns entendem tudo errado e te escrevem dizendo que estavam
pensando em você durante o banho (!), outros não param de exaltar o quanto você
é linda mas nunca perguntam como você está, como anda sua vida. Outros querem fazer
de tudo pra te agradar, querendo ser seu porto seguro pra tudo.
Quando na
verdade, tudo o que você quer, mesmo, é ouvir um “oi” daquela pessoa especial
que mexe com você.
Isso tudo é que é o produto.
Procuro por aquele que vai me encher de vida.
Tenho parado pra repensar o que é divertido, e tentado ficar
só com o que faz sentido.
É um processo, um tanto doloroso, um tanto raivoso, mas sei
que ainda vou ver o beneficio disso tudo.
E a gente encontra relações de todos os tipos.
Amigos que têm certeza absoluta que são seus melhores
amigos, mas em uma situação ruim não dão uma única ligação pra te apoiar. Eu tenho amigos pelo msn que são mais amigos do que alguns dos meus melhores amigos, surreal. Mas sei que posso contar com eles a qualquer hora do meu dia.
Estou tentando parar de dar recados e falar mais, ser sincera não é ser grossa.
Estou tentando parar de dar recados e falar mais, ser sincera não é ser grossa.
Nunca ninguém se importou em me deixar constrangida com as
coisas que diziam, e eu, por odiar deixar os outros em situações desconfortáveis,
sempre ouvi algumas coisas não muito agradáveis, às vezes barbaridades.
Epa.
Parei.
Agora falou besteira, desculpa, meu amigo, mas você vai
levar de volta. Sem papas na língua.
Também existem aquelas amigas que te adoram, afinal você sempre
ouve os problemas delas, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve, ouve.....mas é só
abrir a boca pra falar das suas próprias questões que elas te cortam, não demonstrando um pingo de interesse. Sério, cansei também.
Um amigo me disse que você só tem que se importar consigo próprio
e com sua família. Mais ninguém.
Lógico que todo mundo tem amigos que valem a pena.
Talvez na semana que vem o mundo acabe, e essas questões todas
rolem pelo ralo, mas enquanto o mundo ainda é mundo quero ficar com o que me
faz sentido, em todos os sentidos.
domingo, 18 de novembro de 2012
Quis recomeçar
Este ano fui obrigada a descobrir milhões de coisas a respeito de mim, descobri muito, mais do que imaginei que podia.
Mesmo forçada a isso, eu fui obrigada a ter minha vida virada do avesso, e pode parecer clichê, mas descobri que o avesso é meu lado certo.
De verdade, sem querer parecer alguma coisa que eu não sou, nem fazer tipo com ninguém.
Aprendi pra cacete.
Relutei pra querer continuar aprendendo todo dia. Porque eu queria minha vida igual era antes, sem me dar conta da grande merda que eu estava desejando.
A verdade foi sendo exposta na minha frente, todo santo dia, como acontece com todo mundo e quase ninguém vê.
A vida é mágica, tudo pode acontecer e....acontece. Mesmo. Coisas acontecem, coisas se encaixam, pessoas aparecem pra te ensinar coisas, a própria vida te coloca nos lugares certos nas horas certas, e depois de um tempo você percebe o porquê de tudo. É sério, é mágico.
Aprendi com a minha prima que Deus não vai se materializar na sua frente, mandando e desmandando nas coisas, fazendo ou desfazendo nada. É a vida que vai se encarregar de te mostrar os sinais, ela vai te colocando em situações que te mostram, e cabe a você enxergar.
Foi em uma viagem que fiz este ano, durante a noite, na praia, ao ver as estrelas que finalmente consegui me dar conta que estava plena. Eu tinha um certo problema com estrelas, sempre gostei muito de deitar no escuro e ficar adivinhando como seria o universo, ver como somos pequenos, entender os significados de cada uma das estrelas e satélites que eu via. Meu ex-marido fez essa minha paixão ficar maior e mais especial, por isso eu tinha receio de olhar para o alto.
Na verdade, achei que demoraria muito ou que isso nunca mais fosse acontecer, por todos os traumas que passei. Mas não, eu consegui. Eu passei por tudo de cabeça erguida, chorei muito em ombros alheios, fiz muita terapia, conheci muita gente importante, me apaixonei rapidamente e me decepcionei este ano. Mas foi tudo muito bom. E sim, eu estou feliz. De novo. E pra sempre.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Penso demais?
Me pego pensando de vez em quando, em como, por quase toda minha
longa vida (!), eu nunca achei que os seres humanos do sexo masculino fossem
capazes de se envolverem amorosamente por seres humanos do sexo feminino.
Pra mim, não sei se por experiência própria, observação ou só
maluquice, eu sempre achei que os homens só pensassem em sexo, única e
exclusivamente.
Uma coisa meio Freudiana.
Porque, não importava o quanto você fosse apaixonada por ele, ou
se você fosse romantiquinha, fofa e lindinha, o cara sempre ia colocar seus
dotes corporais na frente de tudo.
E SE talvez rolasse, TALVEZ o cara até curtisse você. Você, sua
pessoa, você por dentro, o que você é na realidade, sem peitos nem bundas.
Posso estar sendo radical, óbvio que caras já se apaixonaram por
mim, lógico que já tive amores e namoros sinceros, mas não sei se a gente fica
mais cética com o passar dos anos ou só enxerga a cruel realidade.
Homem trai com a facilidade com que abre uma lata de cerveja. Salvo
raríssimas exceções (conheci somente 1 exemplar destes na vida).
Homem consegue separar prazer de envolvimento, toda garota aprende
isso quando fica mocinha.
E mesmo isso estando incrustrado na gente desde muito jovenzinhas,
surtamos quando descobrimos uma traição. Faz parte da nossa natureza ser completamente
diferente deles, somos emocionais, criamos expectativas, e, por mais adulta e
bem resolvida, vamos sempre acreditar que eles podem enxergar na gente algo além
de nossas belas pernas.
Mas são dois mecanismos diferentes.
Como duas máquinas muito parecidas, mas que produzem produtos muito diferentes.
Como pipoca doce e pipoca salgada, como sorvete de casquinha e picolé, como peixe frito e sashimi.
Como pipoca doce e pipoca salgada, como sorvete de casquinha e picolé, como peixe frito e sashimi.
Converso com amigos e eles confirmam minhas teorias.
Mas quantos e quantos “amigos” eu tive nos últimos anos que se
usavam dessa amizade pra se aproximar de mim com intenções que eu não descreveria
aqui.
Posso ser uma pateta, mas MUITAS dessas vezes eu realmente fiquei decepcionada,
chateada.
E não é porque sou irresistível não, porque eu não sou, mas isso
só contribuiu pra essas minhas teses.
Já dizia Oscar Wilde: "Entre um
homem e uma mulher não é possível haver amizade. É possível haver paixão,
hostilidade, veneração, amor, mas amizade, não."
Será que a minha mente é suja? Ou será que, de novo,
eu só estou enxergando a triste realidade? Ou será ainda que, por causa disso,
existe tanto ciúme no mundo? Porque ninguém confia em ninguém ou porque ninguém
é, de fato, confiável?
Bom, são só especulações, coisas que matutam na minha
cabeça de vez em quando.
Nessa cabeça que pensa pensa pensa pensa pensa pensa.....
Nada conclusivo, nada que não possa mudar amanhã ou
daqui uma hora. =P
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Se fosse um Louboutin...
Era uma vez uma linda garota, que não tinha pai mas tinha uma
madrasta, bem má. Com ela moravam mais meio-3 irmãs, horrorosas, bem feias
mesmo.
Sua madrasta a maltratava por inveja, a garota era muito
mais bela que as suas filhas biológicas, e ela lembrava demais seu falecido marido.
Um belo dia a família recebeu um convite para uma festa de arromba no castelo do rei a da rainha. A linda garota foi impedida de
ir, e teve que assistir suas 3 meio-irmãs horríveis se arrumarem para a
festança, enquanto ajudava as mocréias a calçarem os sapatos.
Inesperadamente, uma fada madrinha apareceu, prometendo
mundos e fundos, e fazer dela a mulher mais feliz do mundo.
Cinderela, ou gata borralheira como era conhecida, ficou
muito feliz, mas pensou: Só eu posso me fazer a mulher mais feliz do mundo.
Mas pagou pra ver.
Foi levada para a festa em uma carruagem cintilante, com um
vestido azul de seda brilhante, e sapatinhos de cristal.
Dançou com o príncipe, fez suas meio-irmãs e madrasta morrerem
de inveja, e a meia noite, como alertou a fada, teve que sair correndo, pois a
magia acabaria, e ela voltaria a ser uma garota normal.
Ao correr pelos jardins do castelo, seu sapatinho saiu do
pé, e o príncipe, encantado pela garota, conseguiu encontrá-lo.
O fim da história todo mundo conhece, todas as moças da cidade
experimentam o tal sapatinho de cristal, até que somente o pézinho de Cinderela
cabe no tal calçado, fazendo assim com que ela e o príncipe sejam felizes para sempre.
Tenho minhas dúvidas se vou contar esse história para minhas
filhas.
Porra, que raios de história de doida é essa?
Por que só um príncipe pode salvá-la da mediocridade da sua
vida?!
Tudo bem, vou contar para minhas filhas porque também fez parte da minha
infância, mas vou modificar algumas partes. E acrescentar outras.
Algumas coisas me revoltam em um nível estratosférico, essa exigência
que a sociedade coloca em você para que você se case, como se sua vida e sua
felicidade dependesse disso pra ser concreta.
Na TPM deste mês tem uma matéria sobre isso que achei bem interessante,
é um manifesto pelo fim das “tampas de panela” e o incentivo do queijo-minas
com goiabada. Ambos são maravilhosos sozinhos, mas juntos ficam mais incríveis ainda.
O mesmo vale para os relacionamentos.
Tenho muita pena dessas mocinhas desesperadas para casar,
para arrumar um namorado, como se isso resolvesse os problemas. Os problemas
começam aí, minha filha. E não param nunca mais. Essa é a grande razão deste
blog, do tanto que os relacionamentos e relações me inspiram para escrever e o
quanto mexem comigo, mesmo quando acontece com pessoas próximas de mim.
Acredito no amor sim, sou romântica pra xuxu. Mas sou contra
qualquer forma de relacionamento que sirva somente como obrigação social.
Quantos casais você conhece com esse mesmo problema? Vivem
infelizes, presos “para sempre” naquela merda, só porque os outros exigem que
eles fiquem juntos? Ou pior, só porque o medo de caírem na boca dos outros fale
mais alto?
Hoje em dia quase mais nada mais te obriga a casar, mas
algumas pessoas ainda têm essa mentalidade desajustada.
Argh!!
Ficar sozinha é uma delícia, é um baita descobrimento, e
talvez o maior ensinamento de todos, ficando atrás somente dos relacionamentos.
Pense bem, pense pense pense, quando já tiver pensado o
suficiente, pense mais um pouco, se você gostava mesmo daquela pessoa só porque
ela te encaixava na sociedade, ou se era amor de verdade.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Notion
Poderia ser tpm, se eu tivesse nessa fase. Poderia ser carência,
se eu estivesse carente. Poderia ser amor, se eu amasse aquela pessoa.
Não é nada disso. Mas quando eu ouço uma determinada musica do
Kings of Leon aperto meus olhos como se sentisse dor. As lágrimas vêm, mas não chegam
a cair.
Os olhos chegam a ficar mareados.
E quando ele canta uma frase específica.......aí quero
morrer.
Impressionante o que uma música faz com a gente. Ou como
consegue traduzir um sentimento que você não consegue expressar de jeito nenhum.
E mais uma vez eu estou aqui escrevendo sobre isso, pra ver
se endireito as ideias.
Dizem que quando você sofre de amor, todas as músicas parece
terem sido feitas pra você, já sentiu isso?
Pois é, mas não estou sofrendo de amor.
Mas ouço histórias de amigas, e as vezes sinto como se fosse comigo, vejo minhas amigas sofrerem por homens encantadores, verdadeiros príncipes encantados, aqueles cuja magia não termina.
Mas as vezes esses casos duram pouco.
Mas ouço histórias de amigas, e as vezes sinto como se fosse comigo, vejo minhas amigas sofrerem por homens encantadores, verdadeiros príncipes encantados, aqueles cuja magia não termina.
Mas as vezes esses casos duram pouco.
E aí eu pergunto, e depois minha amiga? E depois? Hein? Como
você fica?
Eu não sou o tipo forçadora de barra, eu não ligo, não mando
msgs. Então eu sofro.
Elas também.
Deveria eu força a barra? Deveria eu ser mais atirada? Deveria
eu ser uma periguete?
Não, elas não fazem nada disso também.
E aí eu digo, minha linda, a linha é tênue, entre o prazer e
a dor , só depende da sua cabeça.
Você pode se perder naquele momento, ter seus cabelos da
nuca puxados, sua alma revirada de ponta cabeça, se divertir a milhão por 6 ou 8 horas, mas se você não souber lidar
com isso, eu te digo, perdeu minha gata, porque só você vai se ferrar.
Você precisa aprender a conhecer os SEUS limites, não o dos
outros, os outros que se danem, o coração é seu, e é você quem vai conviver com
ele durante muito tempo.
Ele pode virar a tua cabeça, mas é a tua cabeça que vai
ficar pirando depois.
Puta que o pariu. Mulher é um bicho doido, queimou o sutiã,
conseguiu o direito ao voto, dirige melhor que homem, troca pneu, é durona pra cacete, abre até vidro de azeitona, mas por dentro é uma manteiga, uma bala de côco que se derrete com
saliva....mas, algumas, assim como as balas de côco, são bem doces, mais do que
deveriam...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
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